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Atualizado em: Sexta-feira, 19 2018 outubro
Questões de desenvolvimento

Assessor do Front-Runner Presidencial do Brasil Enfrenta Fraude Probe

Conteúdo por: Voz da América

SÃO PAULO / BRASÍLIA -

O principal assessor econômico de Jair Bolsonaro, o candidato presidencial de extrema direita do país, está sendo investigado por acusações de fraude ligadas aos fundos de pensão de empresas estatais, disseram à Reuters promotores federais na quarta-feira.

A investigação de Paulo Guedes, um economista treinado na Universidade de Chicago, acusado de empurrar Bolsonaro em direção a políticas favoráveis ​​ao mercado e escolhida como seu futuro ministro das Finanças, é a primeira vez que um membro do círculo de Bolsonaro é alvo de uma grande investigação de corrupção. .

O caso tem o potencial de prejudicar o apoio a Bolsonaro, que fez campanha contra uma plataforma anticorrupção e anticrime para eleitores cansados ​​de acusações de corrupção contra executivos de empresas e políticos.

Mas em uma entrevista à Reuters na quarta-feira, o presidente do partido de Bolsonaro, Gustavo Bebbiano, disse que Guedes continuou firme na posição de guru econômico do candidato, apesar da investigação.

Advogados de Guedes disseram que a investigação se baseou em alegações falsas no meio da eleição "com o objetivo principal de confundir os eleitores" no que eles chamam de "uma afronta à democracia".

O economista Paulo Guedes é visto antes de um almoço entre empresários e Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), no Rio de Janeiro, em agosto 6, 2018.
O economista Paulo Guedes é visto antes de um almoço entre empresários e Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), no Rio de Janeiro, em agosto 6, 2018.

â € <Errado negado

Um investigador com conhecimento direto do caso, que se recusou a ser identificado, e a assessoria de imprensa do promotor federal confirmou a investigação à Reuters depois que foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. Alega que Guedes administrou mal 1 bilhões de reais (US $ 267 milhões) que os fundos de pensão públicos colocaram em seus veículos de investimento a partir da 2009.

Por meio de seu advogado, Guedes negou qualquer irregularidade e disse que os investimentos em questão renderam retornos acima das metas estabelecidas contratualmente, oferecendo-se para fornecer toda a documentação necessária para esclarecer o assunto.

A Previ, um dos fundos de pensão públicos envolvidos, disse que recebeu retornos acima do seu investimento em um fundo citado no caso, e uma auditoria subsequente não encontrou nada de errado.

Bolsonaro, que conheceu Guedes pela primeira vez no ano passado, não é acusado de nenhum delito.

Escoamento de outubro

Bolsonaro quase ganhou maioria absoluta nas eleições presidenciais de domingo e pesquisas de opinião indicam que ele está a caminho de bater o rival esquerdista Fernando Haddad no segundo turno do 28.

Embora Bolsonaro tenha elogiado a ditadura militar 1964-85 do Brasil e consistentemente votado para dar ao governo mais controle sobre a economia durante três décadas no Congresso, Guedes convenceu investidores de que o ex-capitão do ex-Exército 63 reverteu seu pensamento sobre política econômica.

O índice de ações do Bovespa e a moeda do país, o real, subiram à medida que a candidatura de Bolsonaro ganhou força.

A Bovespa fechou a 2.8 por cento eo real perdeu cerca de 1 por cento em relação ao dólar americano na quarta-feira, pressionado pela investigação de Guedes, bem como comentários de Bolsonaro em uma entrevista que diminuiu as especulações sobre possíveis reformas econômicas.

Ultraje do eleitor

Nos últimos quatro anos, investigadores brasileiros descobriram o que alguns chamaram de os maiores esquemas de corrupção política do mundo já encontrados, implementados pelos governos do Partido dos Trabalhadores, do 2003 ao 2016 e envolvendo vários partidos políticos tradicionais.

A extensão dos esquemas de corrupção tem alimentado a indignação dos eleitores brasileiros em partidos tradicionais, ajudando a impulsionar o antiestablishment Bolsonaro para o topo do campo presidencial.

A investigação

Os promotores estão investigando uma decisão de fundos administrados por Guedes para investir em uma empresa na qual ele era o acionista controlador, junto com dezenas de milhões de reais em pagamentos feitos como taxas de palestras para partes desconhecidas usando parte desse dinheiro, disse o investigador, confirmando os detalhes do relatório da Folha.

O jornal, citando documentos judiciais, disse que Guedes supostamente trabalhou com executivos dos fundos de pensão com fortes laços com o Partido dos Trabalhadores, cujo candidato no segundo turno é Haddad.

O documento visto pela Folha afirma que a suposta fraude ocorreu em sete fundos públicos de pensão, inclusive para funcionários da petroleira estatal Petróleo Brasileiro SA, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do serviço postal.

O jornal disse que a investigação foi aberta em outubro 2, cinco dias antes da votação presidencial do primeiro turno do Brasil, na qual Bolsonaro levou 46 por cento das cédulas para 29 por cento de Haddad.

De acordo com o relatório da Folha, as empresas de investimento controladas pela Guedes lançaram dois fundos na 2009 que receberam 1 bilhões de reais das entidades públicas ao longo de seis anos.

Naquele ano, 62 milhões de reais foram injetados em uma empresa conhecida como HSM Educacional, que Guedes supostamente controlava. A empresa supostamente adquiriu 100 por cento de uma empresa privada separada, a HSM do Brasil, disse o jornal.

Em um comunicado à Reuters, representantes da imprensa da HSM disseram que Guedes nunca foi sócio controlador da empresa e que ele deixou o conselho em outubro 2014.

Os investigadores estão avaliando milhões de reais que a HSM do Brasil pagou aos palestrantes em vários eventos de investimento no Brasil, bem como milhões gastos com pessoal, informou a Folha, citando documentos na investigação.

A HSM vem produzindo eventos corporativos para os últimos 30years, com palestrantes incluindo CEOs e políticos estrangeiros de alto perfil, disse a empresa em seu comunicado.

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